Calculadora de aluguel acessível
O que é uma calculadora de aluguel acessível?
Uma calculadora de aluguel acessível é uma ferramenta gratuita que estima o maior aluguel mensal que você consegue sustentar com conforto, com base no que você ganha e no que já deve. Em vez de adivinhar se um anúncio cabe no seu orçamento, você insere sua renda mensal bruta, seus outros pagamentos mensais de dívidas e a parcela da renda que deseja gastar com aluguel. A calculadora então retorna um valor de aluguel-alvo, um teto definido por uma diretriz comum de dívida sobre renda e um único máximo recomendado que respeita ambos. Ver os três números de uma só vez ajuda você a procurar apartamento com um limite firme em mente, em vez de se apaixonar por um lugar que não consegue manter.
Como funciona?
Você fornece três valores. O primeiro é sua renda mensal bruta, ou seja, seu salário antes de impostos e descontos. Os credores e os proprietários quase sempre trabalham com valores brutos, então a calculadora também. O segundo são seus outros pagamentos mensais de dívidas, como um financiamento de carro, um empréstimo estudantil ou os pagamentos mínimos do cartão de crédito; deixe em zero se você não tiver nenhum. O terceiro é a sua proporção-alvo de aluguel em relação à renda, expressa em porcentagem, que permite ajustar a clássica diretriz dos 30% para cima ou para baixo conforme o seu próprio nível de conforto.
A partir desses dados, a calculadora determina dois limites independentes. O primeiro limite aplica a proporção que você escolheu diretamente à sua renda. O segundo limite aplica a regra 28/36: ela limita o total das suas obrigações mensais de dívida, aluguel incluído, a 36% da renda bruta e, em seguida, subtrai seus pagamentos de dívidas existentes para ver quanto espaço sobra para o aluguel. O máximo recomendado é simplesmente o menor dos dois, porque um aluguel que você pode pagar tem de passar nos dois testes ao mesmo tempo. Se seus pagamentos de dívidas forem altos o bastante para o teto de 36% já estar esgotado, o limite da regra da dívida cai a zero em vez de ficar negativo.
A regra dos 30% é a regra prática que a maioria das pessoas conhece: os custos de moradia devem ficar em 30% da renda bruta ou abaixo disso. A regra 28/36 é o padrão mais completo que os credores usam. O 28 refere-se a apenas a moradia ficar abaixo de 28% da renda bruta, enquanto o 36 diz que os pagamentos totais de dívidas, incluindo moradia, devem ficar abaixo de 36% da renda bruta. Esta calculadora se concentra nesse teto de 36% de dívida total porque é a restrição que leva em conta os outros empréstimos que você já está pagando.
Fórmula
Seja a renda mensal bruta, seus outros pagamentos mensais de dívidas e sua proporção-alvo de aluguel em relação à renda em porcentagem.
O aluguel implícito na sua proporção-alvo é:
O aluguel permitido pela regra dos 36% de dívida total é o teto de 36% menos o que você já deve, limitado a zero:
O aluguel máximo recomendado é o menor dos dois limites:
Exemplo resolvido
Suponha que você ganhe US$ 5.000 por mês antes dos impostos, já pague US$ 500 por mês em um financiamento de carro e outras dívidas, e queira manter o aluguel em 30% da renda.
O limite da proporção-alvo é , ou seja, US$ 1.500.
O limite da regra da dívida é , ou seja, US$ 1.300.
O máximo recomendado é , ou seja, US$ 1.300. Aqui, o pagamento existente do carro é a restrição determinante: mesmo que a regra dos 30% sozinha permitisse US$ 1.500, manter-se abaixo do teto de 36% de dívida total reduz o valor seguro para US$ 1.300.
Se você não tivesse outras dívidas, o limite da regra da dívida subiria para , e a regra dos 30% em US$ 1.500 seria então o mais restritivo dos dois, tornando US$ 1.500 o máximo recomendado.
Observações
Esses números são diretrizes, não regras rígidas. Quem ganha bem muitas vezes pode gastar uma parcela menor da renda com aluguel e ainda viver com conforto, e quem mora em cidades caras às vezes ultrapassa os 30% cortando outros gastos. A calculadora usa a renda bruta porque é a base padrão dessas regras, mas é o seu salário líquido, depois de impostos e contribuições para a aposentadoria, que de fato paga o aluguel, então trate o resultado como um teto, e não como uma meta.
O aluguel também é apenas parte do custo de moradia. Seguro do inquilino, contas de consumo, estacionamento e taxas para animais de estimação se acumulam e não são considerados aqui. Deixe uma pequena folga abaixo do máximo recomendado para que esses extras, mais poupança e contas inesperadas, ainda caibam no seu orçamento. O gráfico divide sua renda mensal bruta em três fatias — aluguel recomendado, outros pagamentos de dívidas e o que sobra — para que você veja num relance quanto espaço o resto do seu orçamento tem.
Perguntas frequentes
Devo usar a renda bruta ou líquida?
Use a renda bruta, seu salário antes de impostos e descontos. As regras dos 30% e 28/36 foram concebidas em torno de valores brutos, e é isso que a maioria dos proprietários e credores verifica. Apenas lembre-se de que sua renda realmente disponível é menor, então deixe uma margem para você.
O que conta como outros pagamentos mensais de dívidas?
Inclua obrigações recorrentes como parcelas de financiamento de carro, parcelas de empréstimo estudantil, parcelas de empréstimo pessoal e os pagamentos mínimos dos cartões de crédito. Você não precisa incluir despesas do dia a dia, como compras de mercado ou assinaturas de streaming, já que a regra dos 36% trata de dívida, não de gastos gerais.
Por que meu aluguel recomendado é menor do que 30% da minha renda?
Porque o máximo recomendado também respeita o teto de 36% de dívida total. Quando você já tem parcelas de empréstimo significativas, esses pagamentos consomem a margem de 36%, deixando menos espaço para o aluguel do que a regra dos 30% sozinha sugeriria. A calculadora sempre informa o menor e mais seguro dos dois limites.